A Liberdade das Mulheres em Cristo
Boletim - Ano 13 - Nº 693 - 15/03/2026
Boletim - Ano 13 - Nº 693 - 15/03/2026
A Liberdade das Mulheres em Cristo
“Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês.”
(Efésios 4:4 NTLH)
No último domingo, 8 de março, foi o Dia Internacional da Mulher. Muitos pensam que é um dia para elogiar a beleza e a ternura das mulheres, bem como seus papéis como esposas e mães. Nada poderia estar mais longe da verdade. Embora essas sejam qualidades admiráveis em ambos os gêneros, o dia homenageia as conquistas das mulheres e clama pela igualdade de gênero. As Nações Unidas começaram a patrocinar o Dia Internacional da Mulher em 1975, estabelecendo-o como um evento global pelos direitos das mulheres e pela paz. Foi criado para comemorar a enorme greve das mulheres de 1917 na Rússia por Pão e Paz, que ajudou a desencadear a Revolução Russa e levou as mulheres a conquistarem o direito ao voto, com a data se tornando oficial em 1921.
Cristãos em todo o mundo também celebram este dia, os direitos das mulheres e a igualdade de gênero, embora nem todos os cristãos o façam. Cristãos progressistas celebram essas coisas, mas não os cristãos fundamentalistas, que são reacionários e defendem o que chamam de valores “tradicionais”. Eles são literalistas bíblicos e não distinguem o Evangelho e as verdades eternas presentes nas Escrituras do contexto cultural patriarcal da Bíblia. Para eles, a emancipação da mulher é antibíblica e até mesmo parte do que chamam de “marxismo cultural”. Alguns pastores e teólogos ultraconservadores chegam a sugerir que o direito de voto das mulheres foi um erro e propõem o que chamam de “voto familiar”. É por isso que tenho dito que o maior inimigo do Evangelho de Cristo e da vontade de Deus agora vem de dentro das igrejas cristãs, e os cristãos progressistas precisam despertar para essa realidade e defender as santas verdades do amor e da libertação do pecado que o Evangelho de Jesus Cristo proclama, incluindo os pecados do preconceito, do sexismo e da opressão.
As igrejas cristãs conservadoras aderem ao chamado “complementarismo”. Complementarismo e igualitarismo são duas visões teológicas sobre os papéis de gênero. Ambas as correntes acreditam que homens e mulheres são iguais em valor, mas os complementaristas defendem papéis distintos e complementares no lar e na igreja (por exemplo, a liderança masculina), enquanto os igualitários defendem papéis iguais, compartilhados e intercambiáveis, sem restrições baseadas no gênero. Nossa igreja local e nossa denominação são igualitárias.
De fato, o contexto cultural da Bíblia é patriarcal, mas a mensagem do Evangelho é emancipadora. As mulheres foram tratadas por Jesus como iguais aos homens, tornando-se discípulas e aprendendo com ele, uma atividade proibida pelo judaísmo patriarcal, e mesmo quando questionado sobre isso, ele reafirmou sua posição em favor do igualitarismo ("Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada" Lucas 10:42).
Maria Madalena foi a primeira testemunha da ressurreição (João 20:1) e era uma discípula próxima de Jesus. Paulo também teve muitas colaboradoras, a quem chamou de pregadoras, mestras, presbíteras e diaconisas (Romanos 16:1-15). Embora a igreja tenha tentado distorcer seus ensinamentos inserindo versículos e alegando que ele não dava a devida liberdade às mulheres (1 Coríntios 14:34-35), isso parece impossível quando lemos suas epístolas autênticas e os relatos de sua missão. Ele afirma que “em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus mediante a fé, pois todos vocês que foram batizados em Cristo se revestiram de Cristo. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos vocês são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26-28).
Hoje, homens estão assassinando mulheres que os rejeitam, no que agora é chamado de feminicídio, que é matar uma mulher por ser mulher. No entanto, o mundo precisa desesperadamente de mulheres fortes e independentes, das quais existem bons exemplos nas Escrituras e na história da fé cristã, assim como nas igrejas cristãs. Somente quando o igualitarismo é plenamente praticado é que honramos a Deus e a Sua imagem em nós. Patriarcalismo, chauvinismo, sexismo, violência e desrespeito contra as mulheres são pecados graves que não têm lugar no Reino de Deus.
Maria, a mãe de Jesus, tornou-se um símbolo eterno das mulheres sofredoras de todos os tempos, mulheres que carregam o princípio divino dentro de si, assim como Maria carregou a Palavra eterna de Deus em seu ventre, segundo a narrativa bíblica. Maria sofreu muita injustiça e vergonha, tendo que enfrentar ao longo de sua vida a suspeita de ter sido infiel ao seu marido ("José, seu marido... não queria expô-la à vergonha pública" Mateus 1:19) e de ter tido um filho bastardo ("Onde está o teu pai?" João 8:19), a quem ela amava profundamente e que segurou já morto em seus braços, com o coração cheio de piedade. Maria é vista por muitos como a manifestação da face feminina de Deus. Todas as mulheres carregam a imagem de Deus e o princípio divino feminino que muitos tentam negar, como se Deus fosse masculino, quando a Bíblia nos diz que “Deus é Espírito” (João 4:24), transcendendo a distinção de gênero.
Homens e mulheres cristãos podem e devem, juntos, tornar-se a igreja, o corpo de Cristo na Terra, a noiva santa, a casa de Deus e a morada do Espírito. Como Paulo diz: “vocês são o templo de Deus, e o Espírito de Deus habita em vocês” (1 Coríntios 1:14). E juntos, eles podem e devem liderar. Os gêneros não devem obscurecer nossa igualdade inerente perante Deus, nem a Unidade divina subjacente a toda diversidade. “Há um só corpo e um só Espírito, assim como vocês foram chamados para uma só esperança, a qual também foram chamados” (Efésios 4:4). Deus é um, e nós somos um no Espírito, um no Senhor. Que Deus nos abençoe enquanto buscamos nos tornar uma igreja íntegra, unida em amor ágape, compaixão, respeito, solidariedade, sofrimento mútuo e ministério santo. Amém.
Deus te abençoe,
Rev. Ricardo Gouvea
Ore pelo nosso país;
Ore pela nossa Igreja;
Ore pelas famílias;
17/mar Roberto Otavio Corcini Miranda
19/mar Marcia Regina Guimaraes Gomes
19/mar Monique Rodrigues O. Silva
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Teremos batismo hoje, 15/03, dia da Celebração do Aniversário da Igreja.
Acompanhe a nova série de mensagens nos cultos de quarta-feira no mês de Março: A vida como ela é, baseada no livro de Rute e ministrada pelo Pr. Uipirangi Franklin Câmara.
Hoje, 15/03 celebraremos o aniversário da nossa igreja, chamada por Igreja Batista Marapendi.
No Rio de Janeiro:
Projeto Gênesis - Recreio dos Bandeirantes - RJ;
Missionária Marilena Nascimento - capelania prisional - RJ/RJ.
No mundo:
Barcelona, Espanha (Pastor Gelson e família);
JOCUM - Ásia (Alessandro).
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