IDEOLOGIA DO FUNDAMENTALISMO
Boletim - Ano 14 - Nº 694 - 22/03/2026
Boletim - Ano 14 - Nº 694 - 22/03/2026
IDEOLOGIA DO FUNDAMENTALISMO
“Todas as tuas palavras são verdadeiras; os teus mandamentos são justos e duram para sempre.”
(Salmos 119:160 NTLH)
O conceito de Palavra de Deus como inerrante e infalível não esteve nos primeiros 1900 anos de vida da igreja. Tinha-se os escritos sagrados em alta conta, eram usados para as celebrações cúlticas, mas também havia quem era crítico. Exemplo é a célebre afirmação de Lutero sobre a epístola a Tiago (“epístola de palha”).
A teologia cristã desde seus primórdios teve um diálogo com a filosofia. Agostinho dialogou com ao platonismo via Plotino, o tomismo com ao aristotelismo, os reformadores com o humanismo, Barth na sua fase inicial com o existencialismo, Bultman com o iluminismo. Os grandes pregadores dos reavivamentos que aconteceram nos EUA dialogaram com a psicologia e usaram de técnicas de manipulação psicológica para ter mais “convertidos”.
No diálogo com o iluminismo surgiram alguns teólogos europeus com ideias novas e inquietantes. A Bíblia foi tratada como documento histórico que informava sobre as vivências de um povo, sua religiosidade, e a alta consideração dos escritos considerados sagrados. Nisto passaram a examinar alguns textos e limpá-los do misticismo. Célebre foi a frase de que se devia “escoimar os mitos da Bíblia”. Como reação, nos EUA, aparece o fundamentalismo.
Foi um movimento no final do século XIX e início do século XX como reação ao modernismo teológico, liberalismo religioso e ao avanço da ciência secular (especialmente a teoria da evolução). Foi moldado por vários líderes, publicações e eventos. De cunho conservador, estadunidense, caracterizado por uma reflexão básica e meio infantil “As Conferências Bíblicas de Niágara” (1878–1897) que reuniram protestantes conservadores para discutir e defender as doutrinas tradicionais como a inerrância bíblica, a segunda vinda de Cristo e a rejeição do modernismo. Destas conferências surgiu um documento. Trata-se de uma série de 90 ensaios “The Fundamentals: A Testimony to the Truth” que foi financiada por Lyman Stewart, empresário cristão e cofundador da Union Oil Company. O documento foi distribuído gratuitamente.
Versou sobre a inerrância da Bíblia; a divindade de Cristo; o nascimento virginal de Jesus; a expiação substitutiva de Cristo; a ressurreição literal e corporal de Cristo; a autenticidade dos milagres bíblicos. A tese da inerrância era muito cara aos sionistas que viam nesta abordagem os fundamentos para dizer que o Estado de Israel foi dado por Deus a este povo e deveria voltar à Terra Prometida. Isto era algo inerrante e infalível!
Por ser reação a algo, o fundamentalismo se caracterizou pela negação e quando isto acontece, a produção se resume a combater e não produzir coisa nova. Foi um “requentar da comida” que alguns, julgando-se fiéis, pregavam e ensinavam.
Um destes “teólogos” foi B.B. Warfield, presbiteriano, para quem, argumentando sem provas escriturísticas e científicas, ensinava que as Escrituras, em sua forma original, eram completamente livres de erro. Outro foi Moody, que enfatizava a conversão pessoal, a autoridade da Bíblia e a urgência da segunda vinda de Cristo.
A relação do fundamentalismo com o dispensacionalismo exacerbou a dimensão apocalíptica do iminente retorno de Cristo e a instalação do seu reino a partir de Jerusalém. Neste afã apocalipsista, surge a controvérsia milenial, com os pré-milenistas, pós-milenistas e amilenistas.
O fundamentalismo surgiu em resposta aos desafios do século XIX e início do século XX: Modernismo teológico (reinterpretava a Bíblia e doutrinas tradicionais à luz da ciência, da razão e da crítica histórica); Darwinismo (A Origem das Espécies (1859) de Charles Darwin gerou tensão entre ciência e a interpretação literal da Bíblia); Secularização (A influência do secularismo e do racionalismo na cultura e na educação era vista como ameaça às crenças cristãs tradicionais). Hoje, se caracteriza por ser contra a agenda LGTBQIA+, uso do estado para propagar a fé, anti-aborto. Outras coisas poderiam ser acrescentadas, mas o espaço não me permite.
Deus te abençoe,
Marcos Inhauser
Ore pelo nosso país;
Ore pela nossa Igreja;
Ore pelas famílias;
24/mar Zila de Oliveira Souza
26/mar Isabela Corrêa Calil
Na qualidade de Presidente da Igreja Batista Marapendi e em acordo com o Art.10 do Estatuto da Igreja, convoco os membros da Igreja para nossa Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no domingo, 29/03/2026, logo após o culto da manhã, isto é, às 12:25hs em primeira convocação, e 12:40hs em segunda convocação para tratar da seguinte pauta:
Aprovação da Ata da AGO de 14/12/2025
Informativo - Movimentação de Membros
Assuntos demandados na AGO anterior
Pr. Sergio Ricardo Gonçalves Dusilek - Presidente
Se você deseja ser membro da Igreja Marapendi, ou se deseja ser batizado/batizada procure um dos pastores no final do culto ou ainda nos contate pelo zap: (21) 2208-8609 ou pelo email: pastores@igrejamarapendi.org.br.
Acompanhe a nova série de mensagens nos cultos de quarta-feira no mês de Março: A vida como ela é, baseada no livro de Rute e ministrada pelo Pr. Uipirangi Franklin Câmara.
Na segunda-feira dia 30/03, às 19:00hs, teremos o próximo Fé & Sociedade. O tema será: Por que o nazismo floresceu na Alemanha há um século atrás? Novaes, Jorge Alberto e Leonardo Rocha comporão a mesa.
O Ministério Pastoral agradece a toda a igreja pelo envolvimento tanto no Jubileu de Prata Ministerial do Pr. Ronald quanto na Celebração de 14 anos de organização da Igreja Batista Marapendi. Deus abençoe a todas e todos.
No sábado 28/03 às 10:00hs da manhã teremos um encontro com os casais tratando do tema: Como manter a saúde mental no casamento?
No Rio de Janeiro:
Projeto Gênesis - Recreio dos Bandeirantes - RJ;
Missionária Marilena Nascimento - capelania prisional - RJ/RJ.
No mundo:
Barcelona, Espanha (Pastor Gelson e família);
JOCUM - Ásia (Alessandro).
Para entrar em contato com os pastores, clique aqui.