Deus é Um, e nós somos um com Deus em Cristo
Boletim - Ano 14 - Nº 725 - 25/10/2026
Boletim - Ano 14 - Nº 725 - 25/10/2026
Deus é Um, e nós somos um com Deus em Cristo
“— Escute, povo de Israel! O SENHOR, e somente o SENHOR, é o nosso Deus. Portanto, amem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças.”(Deuteronômio 6:4-5 NTLH)
Deus é um! É isso que o Shemá nos diz: “Ouve, ó Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Deuteronômio 6:4–5). A palavra “Shemá” vem de um verbo hebraico que significa “ouvir, escutar ou prestar atenção” — pois isso é de suma importância! De fato, Jesus cita o Shemá (juntamente com Levítico 19:18: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”) em Marcos 12:29–31 e Mateus 22:37–38, identificando-o como o maior mandamento da Lei.
Estamos ouvindo o que o Espírito diz? Estamos amando de todo o nosso coração, alma e força? Estamos prontos para abraçar a jornada espiritual que conduz à união com Deus em Cristo? Já chegamos lá?
A maioria dos leitores compreende o Shemá, primordialmente, como uma referência ao monoteísmo e à monolatria. Contudo, alguns leitores encontram nele uma verdade mais profunda: a verdade sobre a unicidade de Deus — uma unidade absoluta, marcada pela simplicidade, indivisibilidade e impenetrabilidade. Em suma, Deus é “monádico”. É por isso que alguns cristãos da antiguidade chamavam Deus de “a Mônada”.
Essa ideia, por si só, nos leva a meditar sobre a nossa distância e o nosso afastamento em relação a Deus — visto aqui como um isolamento divino, um Ser totalmente distinto de nós. Isso não é de todo incorreto; talvez seja uma etapa necessária antes de percebermos que se trata apenas de uma parte da história — preparando-nos, assim, para ouvir a história completa, que envolve a esperança de reconciliação e de uma comunhão perfeita com Deus.
Pois devemos sempre nos lembrar da segunda parte do Shemá. A segunda sentença fala de amor; e o amor diz respeito à comunhão — em vez de apenas unidade — e à complexidade — em vez de simplicidade. O amor exige abertura e entrelaçamento. Portanto, o Shemá pode ser lido como um paradoxo. Como podemos compreender a tensão entre a natureza monádica de Deus e o chamado ao amor, que é, por sua própria essência, algo anti-monádico? É isso que Cristo significa para alguns místicos cristãos: a ideia da Encarnação do Verbo de Deus cria uma tensão infinitamente elástica entre a alteridade absoluta de Deus e a Sua proximidade simultânea. Em suma: Deus conosco, Emanuel!
Paulo ensina que a nossa redenção implica tornarmo-nos um com Cristo numa união mística, ao afirmar: “aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Coríntios 6:17). Paulo proclama também que, em Cristo, somos convidados a unir-nos a Deus e a tornarmo-nos um com Ele — “para que Deus seja tudo em todos” (1 Coríntios 15:28). Portanto, a nossa união com Cristo conduz à nossa união com Deus. De fato, para Paulo, a nossa união mística com Deus em Cristo já está definida: “Pois vocês morreram, e a sua vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3:3).
Este é o sentido da declaração de Jesus aos Seus discípulos: “Naquele dia vocês compreenderão que estou em meu Pai, vocês estão em mim, e eu estou em vocês” (João 14:20). Mais adiante, Jesus também ora a Deus, dizendo: “que todos eles sejam um, Pai, assim como tu estás em mim e eu estou em ti. Que eles também estejam em nós” (João 17:21).
Assim, Deus é Um, e o objetivo final da salvação em Cristo é que Deus seja “tudo em todos”; a consequência disso é que todos se tornam um com o todo, integrados na Mônada — a Unidade de Deus. Para alguns místicos cristãos, é por isso que, em Cristo, passamos a perceber a presença de Deus em nós, nas outras pessoas e em toda a Criação. Não apenas percebê-la, mas desfrutar de uma comunhão com tudo o que existe, dentro da unidade oculta de Deus.
Que Deus nos abençoe, concedendo-nos olhos espirituais para enxergar essa comunhão e ouvidos espirituais para ouvir a verdade da nossa unidade! Como anuncia o Shemá, segundo a interpretação de Jesus — aqui parafraseada: “Ouçam, povo de Deus: Deus é Uno! Portanto, amem a todos e a tudo, pois, ao amarem a Deus, vocês amam aquilo que Deus ama!” Amém.
Deus te abençoe,
Rev. Ricardo Gouvea
Ore pelo nosso país;
Ore pela nossa Igreja;
Ore pelas famílias;
25/out Leandro Portella
25/out Neide Ana Pereira Ramos
27/out Laura M. Bragião
30/out Anne Martins Valente
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No sábado dia 31/10 de 10:00-12:00h teremos em nossa igreja um Painel alusivo ao Dia da Reforma Protestante, com o tema: Qual é a proximidade da multifacetada Igreja Evangélica no Brasil com a Reforma Protestante? Neste painel participarão os Prs. Carlos Novaes, Valdemar Figueiredo e Sergio Dusilek. Tem uma taxa de inscrição prévia que será revertida para o Lar do Idoso da CBC e que nos ajudará a dimensionar qual auditório da igreja será utilizado.
No feriado de Finados, 02/11, nós teremos nosso Café da Saudade aqui no foyer da Igreja, às 11:00h. Se você perdeu alguém importante para sua vida ou se conhece alguém que passou ou está passando pelo luto, venha para o café da saudade. É o tempo de manter viva e fazer conhecida a memória de quem não mais está entre nós.
No Rio de Janeiro:
Projeto Gênesis - Recreio dos Bandeirantes - RJ;
Missionária Marilena Nascimento - capelania prisional - RJ/RJ.
No mundo:
Barcelona, Espanha (Pastor Gelson e família);
JOCUM - Ásia (Alessandro).
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